À mercê das ondas: entrevista com Giuliano Lagonegro

por Leopoldo Cavalcante
Giuliano Lagonegro em foto de divulgação para álbum Naufrágio das Ilusões

Giuliano Lagonegro é compositor, cantor e instrumentista. Por quatro anos, tocou na Berggasse, banda em que iniciou suas primeiras composições. Em 2020, passou a compor algumas canções que pareciam não ter muito a ver com a sonoridade da Berggasse e decidiu iniciar um processo de maturação de suas músicas. Em 2022, o processo desembocou em “Naufrágio das Ilusões”, seu primeiro disco solo, com dez faixas.


Dividido em dois momentos, o compositor paulistano Giuliano Lagonegro estreia sua carreira solo com o álbum Naufrágio das Ilusões.

Em conversa com Leopoldo Cavalcante, Giuliano fala sobre o processo de criação do álbum, as referências poéticas de sua lírica, o significado que ele traz ao mar e muito mais.

Leopoldo Cavalcante: Poderia iluminar pra gente o conceito do álbum “Naufrágio das Ilusões“? 

Giuliano Lagonegro: O processo de construção do conceito remonta a 2020, com as composições “Doce” e “Pela Primeira Vez”. O título do álbum veio de um romance de Machado de Assis chamado “Iaiá Garcia”. A série de acontecimentos do livro desabrocha numa frase, ao final, que é assim: “Alguma coisa escapa o naufrágio das ilusões”. Pesquei esse termo e meio que adaptei pro que eu queria trazer com as músicas. 

O naufrágio é um recurso muito explorado alegoricamente na literatura, no cinema, no romance etc. A gente tem, por exemplo, “As Aventuras de Pi”, o próprio filme “Náufrago”, e até mesmo a “Odisseia”, que, de certa forma, é uma sucessão de naufrágios. Tentei trabalhar por aí. Meu objetivo foi traçar um perímetro, por meio das formas, melodias e harmonias, que representasse as transições de lugares pouco dinâmicos para outros mais dinâmicos, tendo sempre como norte a ideia de que essa transição, esse movimento, se dá por meio do naufrágio. 

No meio dessa jornada, pincelo muitos conceitos da “Odisséia”, da trilha que leva a algum lugar. Muitas vezes, durante o percurso, você se perde nos próprios objetivos, ou conhece novas perspectivas e muda a sua percepção das coisas, como o que acontece com Odisseu. 

No disco em si, o contraste se dá entre o começo com “Doce”, uma música que, dentro de uma perspectiva mais trivial, é mais animada, festiva, extravagante, e o término, em “Naufrágio das Ilusões”, faixa homônima ao disco, e o tom mais melancólico. 

Minha intenção, portanto, foi trabalhar o naufrágio, que imagino como sendo esse período dos 17 os 25 anos, de uma maneira musical, tentando ligar temas como relacionamentos, desilusões, perdas, questões profissionais etc, em dez canções.

LC: Um negócio que me pega bastante nessa construção de “Naufrágio das Ilusões” é a segunda parte do título: Ilusões. Quais seriam exatamente as ilusões a serem naufragadas? Ou melhor, quais foram e como se deram esses naufrágios?

GL: O processo é meio concomitante: um amadurecimento que se revela um desencantamento. Acho que os naufrágios podem ser tanto triviais, como enfrentar as questões mais práticas da vida, trabalhar com o que não necessariamente te apetece etc., mas também desilusões maiores, como a amorosa, que marca muito “Luiza”, ou de sofrimento psíquico. Nessa perspectiva, em “Interlúdio”, a letra da canção fala sobre as dores de uma amiga minha, mas tomado um certo distanciamento objetivo, que acho necessário para tratar de uma pessoa querida que conheci em estado de crise. 

Então, poderia dizer que os naufrágios não são só meus. Tentei criar uma colcha de retalhos que costura diversas experiências naufragantes de pessoas da mesma idade que eu. Às vezes, o naufrágio é emocional; outras é laboral; também pode ser amorosa; ou até no relacionamento com amigos. Quem sabe por conta da faculdade? “Naufrágio das Ilusões” é uma junção de situações que vi, carregadas por uma bagagem mitológica, porque é trágico, né? 

Os clássicos gregos, de certa forma, também expressam naufrágios. Percebo isso no caso de “Édipo Rei” e “Antígona”, textos que li na faculdade de Letras. Queria abordar os naufrágios de uma forma dramática, por meio dos amigos, companheiros e de todas as pessoas que estiveram na minha vida. 

No final da versão digital do disco, tem uma última faixa sem nome, somente um traço, que é um áudio gravado pelo meu pai. Um dia antes de começarmos as gravações, ele me enviou aquela mensagem falando que tinha orgulho de mim, esperando que a obra saísse bem-feita, independentemente de qualquer sucesso que eu possa ou não ter com o resultado, dizendo saber o quanto eu iria curtir a jornada e quão importante vão ser as lembranças desses tempos no estúdio, gravando. De certa forma, o disco pode até estar cheio de naufrágios, mas o processo de confecção foi como um antídoto contra eles. Durante aqueles dez ou onze dias, trabalhamos pra caramba, mas posso dizer com certeza que foram os melhores dez ou onze dias da minha vida.

LC: Nessa mesma toada de construção do disco, você veio da Berggasse, uma banda que tinha uma estética diferente desse teu novo trabalho. Agora, “Naufrágio das Ilusões” te lança em uma empreitada solo, mas que envolve vários nomes já ligados a tua trajetória além de, claro, novos amigos. Conta um pouco da tua transição pra carreira solo.

GL: Essa transição diz muito, também, sobre o processo de me aceitar como músico, como compositor. Comecei a tocar e a compor tardiamente. A primeira música de minha autoria foi só com os meus 18 anos. Ao meu redor, percebi como algumas pessoas começaram a se envolver com a música bem antes de mim. A maioria da galera estava tocando desde, sei lá, os dez ou onze anos. E todos já tocavam há muito tempo. Isso me deixava muito inseguro.

Então, o processo de me entender como um artista solo, como alguém capaz de fazer arranjos de músicas, de costurar referências para construir algo novo e tal, foi quase como um processo de lapidação, de autoentendimento.

Na Berggasse, eu era mais um contribuinte. Eu tinha alguma permeabilidade na estética da banda, mas não era uma figura central. Pedro Valdetaro (músico e produtor de “Naufrágio das Ilusões”) era muito presente nas letras, nos arranjos, nas composições. Isso acabava por aliviar um pouco a minha barra.

“Naufrágio das Ilusões”, por outro lado, têm dez músicas. Nove ou são composições minhas com mais alguém, ou são só minhas. Mesmo que algumas letras não sejam só minhas, eu entendo como uma sensação nova de “consigo fazer isso”. Falava comigo mesmo: “tem materialidade aqui”. Pegava o gravador do celular, gravava as músicas e achava que estavam boas.

Perceber o processo deste disco me dá um tônus inclusive para pensar no próximo projeto. Não é querendo ser arrogante, mas acho muito bom o resultado deste primeiro trabalho como compositor. Conhecendo meu próprio trajeto e de onde eu venho, posso ser sincero quanto a ter esperado uma coisa e ter entregado muito mais do que o planejado.

LC: Você citou previamente a influência da tragédia grega nas tuas composições.  A tua voz poética, em contraste com uma tendência de uma linguagem mais cotidiana, pode ser considerada, na nomenclatura de retórica, como elevada, beirando ao acadêmico (não entenda como julgamento de valor, por favor). Como se deu a construção da tua poética?

GL: O repertório de poética e de lírica vem principalmente dos três anos de Letras que cursei. A leitura das epopéias e da análise dos textos antigos gregos e alguns latinos mais recentes germinaram a ideia de trabalhar com um texto mais “elaborado”, entre muitas aspas. A epopeia e os hexâmetros premiam os temas sobre os quais componho e também dão inspiração para tratar com menos efemeridade os particulares em cada ideia. Como falar de um relacionamento que eu tive?  Acredito que remeter minhas sensações à “Odisseia”, à volta para Ítaca, e trajetos assim, reforçam a potência por lastrear melhor minha subjetividade numa cultura já estabelecida. Na época da faculdade, quando conheci o mundo helênico, estava com os meus 18 para 19 anos. Meu primeiro e segundo ano de faculdade foram a época de consumir todo conhecimento, obter informação, pescar as coisas. Por exemplo, em “Doce”, me volto ao mito de Orfeu, com o mote de recusar o mundo inferior, ou, pelo menos, como uma maneira de suplantar a morte por meio do amor. É nesse mitológico, no qual Homero e Virgílio bebem, que sai minha inspiração. Os mitos permeiam muito as minhas composições, mas, mesmo assim, não vejo na minha música algo tão escancarado. 

LC: Gostaria de mudar um pouco a discussão e puxar esse teu ponto sobre mito. Me parece que há uma criação de mitos muito fortes na música brasileira. Um dos maiores, inclusive, envolve o mar e a praia. Penso aqui em Dorival Caymmi, analisado sob a lupa sensível de Francisco Bosco. Por que você decidiu não seguir por aquele tipo de mito? Digo, por que não continuar na tradição brasileira ao invés de buscar nas fontes gregas a poética do teu samba?

GL: Acho que seria um misto de contato e apreço estético. Dorival Caymmi não foi um compositor que não tocou muito na minha infância nem adolescência. Foi num show da Yma, também uma grande amiga, que conheci Dorival. Ela cantou um cover de uma música dele – não lembro qual – em meados de 2018. Foi com ela que tive o primeiro contato com ele.

Só que entendo que havia lastros mais recentes nos quais eu poderia ter me ancorado na construção da minha poética. Não ter feito, também, pode ser culpa das minhas inabilidades, desconhecimentos e experiências formalistas da faculdade de Letras. 

LC: Gostaria de perguntar sobre a figura do mar dentro da sua obra. Quando penso em mar na música brasileira, por isso que eu citei Dorival Caymmi, me vem uma noção bem mais realista, de uma vivência com o mar. Só que, enquanto paulistano, e eu acho importante demarcar, me corrija se eu estiver errado, esse seu lugar dentro da sua obra…

GL: É importante.

LC: A sua relação com o mar se dá, ao meu ver, de uma maneira abstrata e até de certa forma… como posso dizer isso?

GL: Artificial?

LC: Não é artificial a palavra; é intelectual. Por meio de texto, de referência. É como se você estivesse falando do mar enquanto significado puro, dentro de uma obra, feito alguém que fala sobre o que só conhece pela distância. A pergunta seria, então, por que o mar? Ou melhor, que mar é esse?

GL: Alguns acontecimentos da vida e dois textos são fundamentais para a compreensão da minha relação com o mar.  Já falo logo que meu contato com o mar sempre foi meio sazonal. Encontro-o quando viajo com amigos, o que aconteceu pouquíssimas vezes na minha vida. Mesmo assim, algumas situações forjaram minha relação com ele.

Antes disso, gostaria de falar dos textos. O primeiro é o poema de Gonçalves Dias chamado “O Mar”. Nele, o poeta tenta descrever o sublime de uma tempestade no meio do mar. É uma reação quase necrosada: você olha, mas não consegue compreender a grandeza daquilo. O outro é o poema “Da Fuga”, de Federico Garcia Lorca. Inclusive, ele está no disco, recitado pelo Danislau, integrante da banda Porcas Borboletas. Nunca li nenhuma análise aprofundada desse poema de Garcia Lorca. Sei que Cazuza era fascinado por ele. Pra mim, ele trata de um ritual em que um corpo envolto de flores é jogado ao mar. À mercê das ondas, das marés, o poeta brinca com a ideia de se perder entre as correntes marítimas como uma metáfora pros relacionamentos, “se perder no coração de alguns meninos”.

É complicado dizer exatamente o que o mar é para mim. Acabo fazendo ligações não muito claras. Por exemplo, penso muito no milagre dos peixes na música de Milton Nascimento. “A Chamada”, na minha concepção, é um canto de sereia, é Milton imitando um canto de sereia, algo que eu tento fazer na introdução do disco e em “Interlúdio”.

O mar, então, é como se fosse o campo semântico do disco. Mas, ao mesmo tempo, faço referências a necrópoles, cemitérios e coisas de concreto. Assim, se eu fosse fazer uma maquete do “Naufrágio das Ilusões”, seria um cemitério com um oceano adjacente. Esses dois ambientes se encontram no disco em uma necrópole naufragada.

LC: A influência da Bossa Nova no texto e nas melodias, ainda mais pela ausência da guitarra, o predomínio do violão dedilhado, é latente. Percebo muito de um jovem Chico Buarque em algumas imagens que vão se traçando: a ideia do céu – ou “firmamento”, como Chico usava bastante – e os escombros do amor naufragado em “Futuros Amantes”. Além disso, algumas rimas tuas são bem tradicionais, como “desdenhou dos corpos que amou”, “embriaguez na paz da imensidão” e construções como “hei de lembrar”, “viver para esquecer”, “adormecer com versos” etc. Gostaria de saber se foi intencional traçar tantas ligações entre a Bossa Nova e “Naufrágio das Ilusões”.

GL: Sim, com certeza há uma tentativa de emular aquele tipo de lírica. Mas, ao mesmo tempo, também… Esse processo é meio louco né, porque às vezes a gente acha que foi muito numa intenção, mas aquilo acabou tomando forma de uma maneira quase que automática. 

Por exemplo, o “Naufrágio das Ilusões” tem uma letra muito dura e direta. Ela vai ao ponto já no primeiro verso: “Quando minha mãe encontrar meu corpo”. Essa é uma música que eu compus aos prantos duas semanas antes do disco ser gravado. Eu estava num momento muito emocional. Ali, a forma foi secundária à intenção. Por isso, acho que saiu algo muito sincero. 

Não é o mesmo caso de “Luiza”. Nessa, tem uma construção mais “vou sentar e ver o que fica melhor”. Então, sai passagens como “Hei de lembrar”. Em contraste com aquela outra, vejo nessa algo mais intencional e racional, apesar de eu cantar com muita emoção. Pra cantá-la, preciso emular uma emoção do passado.

Acho que acontece o mesmo em “Interlúdio”. Carrego muitas referências do Chico Buarque, no sentido de versos que falam sobre sexo sem precisar inserir orifícios na música, sem cair no literal. Mas, ao mesmo tempo, é uma poética que não é necessariamente sensível, mas delicada de alguma forma. Tento trabalhar assim. 

LC: O disco se divide em duas partes, praticamente separadas por um interlúdio. O que essa divisão significa narrativamente pro disco?

GL: “Doce”, “Pela Primeira Vez”, “Luiza” e “Interlúdio” são músicas que a harmonia e letra são predominantemente minhas. Pedro Valdetaro compôs o início de Interlúdio, expandindo os acordes originais, mas a harmonia e a letra são minhas.

Narrativamente, talvez a primeira parte do disco tenha mais minha cara, enquanto compositor. Já na segunda, o dedo do produtor é mais presente. “Narciso” e ”Nostos” têm harmonias complexas, características de Valdetaro. Os acordes são difíceis. Inclusive levei um bom tempo pra aprender a tocar. O arranjo de “Nostos” também teve a influência de Lucas Melifona, o trompetista do disco. As referências dos dois, Val e Lucas, era Philip Glass e outros caras meio loucos, experimentais.

Se eu fosse dividir de outra forma, também, diria que a primeira parte do disco é mais de músicas de trabalho, no sentido de terem uma expressividade pop. Quando conversei pela primeira com o mixador do disco, Pedro Serapicos, pedi só as primeiras quatro músicas, para economizar dinheiro no processo. Minha preocupação era  que essas quatro canções soassem trivialmente bem. Acabou que ele gostou do disco e pediu para mixá-lo inteiro. Inclusive, é uma bênção ter conhecido o Pedro Serapicos, porque com ele o disco foi potencializado de uma forma gritante.

A segunda parte do disco também tem “Ontem à Noite Eu Tava Muito Mal”, do músico aracajuano Lau, cantor da banda Lau E Eu. Valdetaro fez um arranjo diferente pra música, transformando-a em um samba. Colocamos cavaquinho, uma bateria suave e eu tento cantar de uma maneira mais contida, de certa forma. Além disso, tentei explorar as alegorias, também, os mitos que a gente já conversou. Retomo “Narciso” e “Eco”, além do poema lido por Danislau.

Finalizo o álbum com a dureza de “Naufrágio das Ilusões”, uma música incômoda, que tenta dar uma cara pro naufrágio. Ela tenta expressar o que há de mais horrível no suicídio de qualquer jovem: a mãe encontrando o corpo do filho. Pra mim, a literatura e a música acabam trazendo o suicídio e outros atos de autoflagelamento em uma chave que não considero positiva. É por meio dessa visão de mãe que tento expressar algo triste, melancólico, sem beleza ou redenção. É uma melancolia dura, impossível de expressar pelos artifícios da poética tradicional, da forma racional.

O clipe dessa música são imagens minhas de infância. Queria criar mais um choque de sentido, para as pessoas se perguntarem: “mas com qual idade isso aconteceu?” Vendo o clipe, podemos imaginar que se trata de um suicídio de uma criança. Talvez seja… Mas acho que não é o ponto. Queria somente criar esse espaço de muito sofrimento, de uma dor profunda. De certa forma, considero que o disco é vitalista, mas também cabem leituras mais depressivas.

LC: Como é que “Ontem à Noite Eu Tava Muito Mal” dialoga com o resto do disco? Por que houve a escolha dessa música?

GL: É complicado. “Ontem à Noite Eu Tava Muito Mal” pode facilmente ser vista como uma barriga no disco. Eu tenho essa consciência, sim, porque é uma letra completamente diferente das minhas. Enquanto letrista, Lau é bem mais vivo, focado. Dos letristas jovens, acho o Lau um dos maiores dessa geração. 

Só que ela se encaixa no disco, acredito. Ao propor uma relação amorosa desse indivíduo que naufraga. Interpreto a letra como uma situação. Uma noite ou uma tarde na qual este indivíduo está naufragando.

Entendo que é meio difícil explicar as relações. Saio de “Nostos”, que é uma música super mística, com uma letra cheia de simbolismos do tipo “Quis me afogar, vim de longe o bastante, vim de outro mar” e caio em outra música que começa com “Na noite que eu te conheci, você era brasa no chão.” Mas eu não sei. 

Na verdade, a escolha dessa música veio por conta de um vídeo amador que Lau gravou em algum lugar. Ele está junto da Yma, participando de um clipe dela. No vídeo, ele está sentado num banquinho tocando essa música que parece um samba, numa clave parecida a um samba, ao menos. Quando assisti, pensei que era uma música muito foda. O refrão “os teus heróis pegam metrô” é muito urbano. Me relacionei demais por imaginar que seria assim que eu me apaixonaria, vivendo daquela maneira que ele descreve. 

LC: Hora das indicações. Quem devemos estar de olho, principalmente no que podemos chamar de menos mainstream?

GL: Minha primeira indicação é o Lucas Melifona. Ele acabou de lançar um disco chamado “Bruxaria”. Viramos grandes amigos depois que o conheci no final de 2021. Desde então, tento frequentar todos os shows e apoiá-lo o máximo que posso, porque o som é muito bom.

Outra indicação é o Guilherme Ferraz. Em “O Lado Escuro da Lua”, ele reinterpreta Pink Floyd no cavaquinho. Ele também é o baixista nos shows do  “Naufrágio das Ilusões”. 

Vou recomendar também uma artista fora da música. Sofia Tegoshi é uma excelente artista plástica e visual, além de excelente tatuadora. Os quadros e os desenhos dela são muito interessantes. Ela quem fez a estampa da camiseta do disco, aquele desenho de uma criatura mitológica afogando uma nau num abraço. Acho muito icônico pro “Naufrágio das Ilusões”.

Por fim, também indico o Pedro Valdetaro, produtor deste disco. Ele é um excelente compositor e arranjador. Além disso, tá na correria como eu. Em breve, ele pretende gravar um disco próprio.


FICHA TÉCNICA:

Composições Giuliano Lagonegro
Violão Giuliano Lagonegro e Pedro Valdetaro
Sopros Lucas Melifona
Baixo Vitor Assef
Bateria Gabriel Brantes
Produção e direção artística Pedro Valdetaro
Assistência de produção Sofia Tegoshi
Mixagem e masterização Pedro Serapicos
Gravação Estúdio Sala de Estar

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