1 / 2Em “granada” busco reescrever uma história outra, revisito mitos e horrores contemporâneos. Passado e presente se entrelaçam, afinal toda granada já foi romã, como diz o primeiro verso. Parte da vivência de um corpo onde o ventre-útero se compara a uma bomba relógio, traz também os atravessamentos vividos por esse corpo. Como recomeçar? Talvez com a língua. Chamar as antigas línguas, dar nome a elas. medusa, ifigênia, eco, enheduana. Aquelas que falaram e morreram antes. Mulheres excelsas que estremecem cidades. “Eu tenho raiva, mas não é sobre isso o poema você me entende?” Este livro ganha corpo durante as aulas do curso “O que treme quando a mulher toma a palavra?” ministrado por Danielle Magalhães, Flavia Trocoli e Ana Kiffer a quem sou muito grata.
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