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Uma criança alçada a santa, um padre em crise com a própria fé e uma investigação sobre a doutrina de kenosis. Um tríptico narrado a várias vozes, o novo romance de Otto Leopoldo Winck pincela uma história a partir da manhã na qual Rosália Klossosky acorda com misteriosas manchas vermelhas em ambas as mãos. Costurando passado e presente com ecos do futuro, o autor cria uma trama que continua atual apesar de ter sido escrita há quase duas décadas. A luta por terra e moradia, os conflitos religiosos e os dramas particulares dos personagens ainda têm a mesma relevância que tinham no começo do milênio. O Brasil de ontem não é tão diferente do Brasil de hoje, afinal. Forte como a morte recebeu elogios de Maria Valéria Rezende (Prêmio Jabuti 2009, 2013, 2015) e Chico Lopes (Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2012).
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Otto Leopoldo Winck
Carioca radicado em Curitiba, Otto Leopoldo Winck é doutor e mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Em 2006 foi vencedor do prêmio da Academia de Letras da Bahia, com o romance Jaboc, publicado no ano seguinte pela editora Garamond. Em 2012 recebeu o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, na categoria poesia. É autor, entre outas obras, de Cosmogonias (2017), livro de poesia, e Que fim levaram todas as flores (2019), romance, ambos pela Kotter Editorial