1 / 2Dheyne de Souza
Uma narradora que não revela seu nome ou outros detalhes sobre si, mas compartilha com o leitor suas angústias diante do tempo em que vive – o período entre as eleições presidenciais de 2018 e 2022 –, questionando com frequência o próprio ato de registrar a história enquanto ela acontece. O romance de Dheyne de Souza desafia estruturas narrativas, oscilando entre diário, livro de memórias e um híbrido de gêneros que se revoltam contra suas próprias formas.
Com seu tom intimista, vão é um diálogo direto com o leitor, este outro personagem implícito na construção do romance. A autora tensiona os limites entre realidade e ficção, entregando um livro-registro das turbulências na história brasileira recente enquanto questiona os próprios mecanismos da escrita e da memória.
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Dheyne de Souza
Dheyne de Souza é goiana. Publicou poemas em "lâminas" (Martelo Casa Editorial, 2020) e na plaquete "era uma promessa; era pra cuidar; ela engravidou; ela se perdeu;" (lola, 2022). Faz parte do coletivo de mulheres poetas Bidê Coletivo. Tem um podcast de leitura de literaturas, chamado "escuta," no Spotify. E "vão" (Cachalote, 2025) é seu primeiro romance.
Com seu tom intimista, vão é um diálogo direto com o leitor, este outro personagem implícito na construção do romance. A autora tensiona os limites entre realidade e ficção, entregando um livro-registro das turbulências na história brasileira recente enquanto questiona os próprios mecanismos da escrita e da memória.