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sozinho

sozinho

por Jefferson Turibio

15 de janeiro de 2021

Sozinho

Quando eu me barbeio
Alguns pelos do lado direito
Do meu rosto
Tendem sempre a romper

Meus vasos
É como se fosse
Um rompimento
Real
Entre minha pele
E eu

Então, eu me sinto sozinho
Por que sangram assim?
Por que rompem comigo?
Por que sempre sozinho?
Faço-me perguntas
Que nunca saberei as respostas

Quanto a mim, continuo.
Já agora sozinho.
Eu continuo sozinho.
Para sempre sozinho.
E rompido.

Coxinha com massa de macaxeira

O jantar da quarta-feira
Ficou por conta de Mainha
E de meu irmão
Dois terráqueos juntos

Só poderiam fazer do cozer
Uma aventura
Mainha ensinando meu irmão
Com seus dotes de pilota de fogão

Da cozinha da vida
Meu irmão fazendo graça
Inventado o tempo metendo
As mãos na massa da coxinha

Na massa tinha macaxeira
Ovos e muitos sonhos do meu irmão
Que a sovava até obter liga
Escorria de sua testa mares salgados,

Suores e outros sonhos que faziam
Daquele momento um céu azul
Ao lado, alguns sonhos de Mainha
Desejavam entrar na forma e se misturar

Àquela massa friamente macia
O momento dizia mais sobre
Eles do que da comida que seria feita
Em plena noite de quarta-feira

O amor selava a união entre
A comida, Mainha e meu irmão
Fazendo de meu coração recipiente

Todo amor é uma comida de Mainha
E toda comida para minha família
É feita com poesia.

Foto de Luísa Machado (https://aboio.com.br/tag/luisa-machado/).

Jefferson Turibio

Jefferson Turibio (1995), sagitariano, de Natal-RN, estudante das Letras e poeta.

O Grupo Aboio busca profissionalizar o mercado editorial independente e ajudar autores a construírem uma carreira de longo prazo.